Tudo novo, de novo

365 oportunidades

Tem algo em que eu sou PHD (a sigla em inglês que significa Doutor da Filosofia e confere o título mais alto de reconhecimento a um profissional).

Sou PHD em compartilhar energia. Isso mesmo. E não me julgo assim, os outros o fazem: me chamam de latinha de energético em forma humana (sem risos, é sério). E, apesar de isso até ser prejudicial, porque não paro um minuto sequer, também é uma grande qualidade – sendo nada modesta. A energia é o que faz, naqueles dias difíceis, levantar cedo, cansada e cabisbaixa, e saber que vale a pena. Porque até o combustível da pessoa mais enérgica falha, às vezes. Mas, se existe estoque dele, a fonte nunca seca. E, nessa vida que começa nova todos os dias, precisamos guardar litros e litros de energia boa.

Ela é o que nos leva a fazer de novo a prova que não deu certo ou o plano que não se concretizou. Ter energia é ter vontade, impulso para avançar sem medo. Se o ano que passou não foi o nosso preferido, é ela que nos faz acreditar em fazer tudo novo, de novo. Só depende da gente. E, aproveitando, novo ano é a oportunidade de repor a energia e levantar o bumbum do sofá.

Todo dia é dia de rever como usamos a nossa energia. Porque, também, quase diariamente surge o medo, a preguiça e o desânimo. O seu antídoto é a vontade inesgotável em afirmar: eu consigo. E, dentro disso, cada atitude conta: se você acordou pesada, indignada com a vida, vale aquela dica de respirar em 1, 2, 3… Se respondeu mal para a mãe, volte lá e tente outra resposta. Reconstruir a si mesmo é um exercício que só os sábios praticam – por isso mesmo, se tornam sábios. E a sabedoria é a virtude dos melhores, ou, pelo menos, dos seres mais felizes.

Começar um novo ano é sempre uma forma de energizar a esperança – em si mesma e no mundo. De dizer: a vida é um desafio lindo em que eu posso me jogar com mais inteligência, em cada atitude. Afinal, as ações que nos acontecem são imprevisíveis, mas as reações são voluntárias – a gente escolhe.

Osho tem uma frase incrível que guardei no desktop do meu computador, marquei com coraçãozinho no celular e colei em papel na minha mesa. Para não esquecer. “A criatividade é a grande rebelião da existência”. No medo, na dúvida, na raiva: recrie a si mesmo. Para mim, criar e recriar é tão divertido quanto como comer quindim, ir para a balada, ler livros e assistir a seriado.

E que tal a gente reescrever as hashtags para 2016? #DescolaoBumbum #RespiraFundo #VaicomFé.
E, claro, #estamosjuntos

Annie Müller – 05.01.2016

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