Categoria: Novidades

Annie Müller é a entrevistada do mês no portal da Feira do Livro de Frankfurt

A escritora é destaque na newsletter e no portal da Feira do Livro de Frankfurt, que reúne o conteúdo do maior evento literário do mundo. Na matéria, Annie fala sobre o poder da leitura, do mercado literário e dos desafios para conquistar os jovens leitores.
Confira logo abaixo a matéria na íntegra. Ou acesso o site: http://www.contec-brasil.com/pt.
20150902 Mueller

A leitura é uma forma poderosa de ajudar a pensar
Annie Müller é publicitária de formação e escritora por paixão. Quando o assunto é motivar os jovens para a leitura na escola, responde rápido: “É preciso existir mais troca e incluir a exploração na internet na sala de aula. Existem centenas de canais disponíveis e não utilizados pelos jovens porque eles não os conhecem”. Ela costuma fazer palestras em escolas e geralmente desenvolve dois temas: porque ler e porque escrever. “Entendo que os dois estão conectados, e que como bons cidadãos devemos ter uma boa escrita e lermos bons livros. Minha linha de palestras segue sempre o pensamento do Jean-Paul Sartre que me motiva há alguns anos: ‘ler é poder’. Compreendo a leitura exatamente como essa forma poderosa de injetar conteúdo e nos dar a capacidade de pensar, argumentar e construir com segurança o nosso ser. Também abordo temas como a leitura no ambiente digital e ministro palestras para educadores sob o título ‘Como despertar a vontade pela leitura na geração mais inquieta que já existiu’. Afinal, talvez a leitura seja hoje a tarefa em que mais precisemos nos concentrar. Por isso o tamanho do desafio”, completa. Annie é graduada pela ESPM-RS e pós-graduada em Marketing Estratégico pela London School of Marketing. Aos 19 anos, lançou seu primeiro livro, A turma do Meet, que hoje uma série composta por outros dois títulos: A turma do Meet – Ligados pela música e A turma do Meet – Em busca da oitava estrela. Os três livros já venderam quase 30 mil exemplares. Além de escritora e palestrante para os jovens leitores, Annie já visitou centenas de escolas desde que seus livros passaram a ser adotados como leitura paradidática, além de Feiras do Livro e da participação em eventos de marketing.
Confira a íntegra da entrevista:

Há quanto tempo escreve para jovens?
Lancei meu primeiro livro aos 19 anos, quando eu mesma era mais jovem, recém-saída da adolescência.

Como começou essa carreira?
Gosto de escrever desde que aprendi a escrever. Já mantinha diários aos sete anos de idade e, influenciada por professores e pelos meus pais – que são ótimos leitores –, passei a adolescência lendo e escrevendo, até que, aos dezessete anos, iniciei a escrita do meu primeiro livro. A carreira de escritora para mim é, na verdade, uma decorrência natural de um hábito que cultivei e passei a levar a sério mais tarde, além de ser uma necessidade pessoal escrever e falar, ler e ouvir. O maior desejo, a partir disso, é inspirar os leitores com minhas ideias e compartilhar sentimentos e sensações que eles também podem ter acerca do mundo em que vivem.

Você sempre gostou de ler? Tem lembranças da infância e de livros?
Sempre! Fui muito incentivada a ler pelos meus pais, e uma das melhores memórias da infância que tenho são dos passeios à Feira do Livro de Porto Alegre, uma das maiores feiras literárias do Brasil. Em visita a ela, eu podia escolher quase quantos livros desejasse e lia, e devorava-os logo depois. Dos livros que li na infância, a lembrança mais presente que tenho é do livro O menino do dedo verde, do francês Maurice Druon. Da adolescência, lembro da minha relação intensa com as leituras de suspense. Agatha Christie e Sidney Sheldon me prendiam a leitura de tal forma que acho que foram os grandes responsáveis por me manter uma leitora voraz mesmo na época de tantos estímulos que é a adolescência.

Você continua apresentando dicas de leitura na TV Record?
Não mais, foi um período bacana, em que realizei um projeto pessoal que tinha há tempo: levar o livro para a televisão. As mídias dão dicas nas revistas, na internet, mas são raras as vezes que vemos o livro na TV. E, sendo a televisão a mídia mais assistida pelo brasileiro, sempre acreditei que seria um canal muito efetivo para acessar o jovem e provocar nele o gosto pela leitura. Tive um retorno bem bacana, mas o programa em que eu tinha o quadro terminou.

Como despertar a atenção dos jovens para os livros impressos em um mundo tão digital?
Acredito que, mais do que despertar a atenção para o livro de papel ou digital, é preciso antes despertar a vontade de ler, independente do formato, e com coerência ao momento do leitor. Isso porque, no Brasil, o que mais falta é incentivo adequado. Professores leitores que deem o exemplo e temáticas jovens são parte do caminho. E, claro, provocar a interação digital após a leitura do livro impresso é de grande estímulo. No meu último livro, Donos do mundo, o manifesto dos dois personagens seguia no blog, em forma de vídeo e texto on-line. Podemos e devemos estender a leitura para o mundo digital. Acredito nessa dupla de sucesso: o início pelo livro impresso e sua continuação on-line. E vice-versa. O que vale é ler e ler mais e mais por meio dos novos formatos.

Como você vê a relação desses jovens nativos digitais e a escola que continua conservadora?
Tudo se concentra na questão do acesso à informação, a maior herança dos nativos digitais. Eles têm tudo ao seu alcance e com o conhecimento parecendo fácil, eles acabam confiantes e sentem-se menos dependentes dos seus pais e professores. Uma forma de lidar com isso sobre a qual falo em palestras para educadores é prestar atenção na linguagem do jovem e se aproximar – mas sem querer parecer igual a eles. Ou seja, quebrar a formalidade, se aproximar. O que não significa romper a barreira do tutor e do aprendiz, mas se tornar um parceiro no aprendizado e não apenas um dominador exclusivo do conhecimento.

Qual é a melhor forma?
É preciso existir mais troca e incluir a exploração na internet nesse sentido. Existem centenas de canais disponíveis e não utilizados pelos jovens porque eles não os conhecem. Blogs sobre literatura, programas no Youtube, livros interativos para tablets. Os professores podem abrir essas portas que eles não costumam acessar e assim tornar o estudo mais dinâmico e aproximativo. Se a adolescência é o período da vida em que mais buscamos nos divertir, acredito num panorama novo, em que a leitura se faz de forma também divertida, que entretém e, por consequência, ajuda a educar.

De onde vem sua inspiração para os livros?
De todos os lugares! Os primeiros tiveram inspiração direta nas aventuras da minha própria adolescência. Adicionei à realidade um pouco de ficção e dei forma aos três romances da série A Turma do Meet. No caso do Donos do mundo, foi observando o comportamento dos jovens de agora. Rápidos, perspicazes, exigentes e, muitas vezes, prepotentes, inspiraram a criação de meus últimos personagens. Mas também me inspiro em viagens, e, claro, nas minhas próprias leituras.

Quais os temas que os jovens mais gostam?
Os conflitos da adolescência, como os de amizade e amorosos. De um lado, a literatura infantojuvenil que explora o cotidiano do jovem, com a qual ele se identifica. De outro, a literatura fantástica, que projeta o mundo de aventura que ele deseja continuar vivendo após a infância. Muitas vezes esses dois grandes estilos se combinam e a mistura de sucesso são grandes títulos como Harry Potter e a saga Crepúsculo.

Que autores costuma indicar para os jovens?
Indico os da minha adolescência, como Agatha Christie e Sidney Sheldon, cujo estilo de mistério e suspense sempre ajudarão a formar bons leitores. Os brasileiros Thalita Rebouças e Eduardo Spohr. E, claro, as séries internacionais que já se tornaram clássicos dos nossos tempos, como nosso querido Harry Potter.

Já escreveu para crianças?
Não! Quem sabe, no futuro, depois de ter meus filhos… [risos]. Minha avó publicou dois livros infantis sobre a história da música e foi minha grande incentivadora.

Quais são os novos projetos para este ano?
Além de cumprir a agenda de palestras em escolas e feiras do livro, e escrever a minha coluna mensal para a Revista todateen, estou retomando a escrita do meu primeiro livro de fantasia – ainda em segredo!

Como os pais podem se aproximar mais dos filhos adolescentes?
Eles devem dialogar. Assim como comentei antes sobre os professores, o mesmo é válido em casa: ao invés de tutores unilaterais, que detêm a razão sozinhos, os pais de hoje precisam se aproximar, escutar, trazer os filhos para participar. Se houver troca, fica mais fácil. Se houver troca, existe parceria, amizade. Pais e filhos podem e devem ser grandes amigos. Eu sempre fui dos meus pais e sou otimista que essa relação pode ultrapassar de forma saudável a barreira da tão temida adolescência.

Como a comunicação ajuda a literatura?
Para mim, publicitária de formação, a comunicação é uma facilitadora. Me ajuda a falar melhor e inclusive a escrever de forma mais clara, mais oral, aproximativa. Sinto seu benefício direto nas minhas palestras, que precisam ser rápidas e divertidas, já que converso com adolescentes e eles costumam me receber com um semblante como quem diz: “ah, não, você vai falar sobre livros?”. Basta uma comunicação clara e empatia para mudar o cenário alguns minutos depois.

Quem são seus autores preferidos?
Gabriel Garcia Márquez, José Saramago, Fiódor Dostoiévski, Milton Hatoum, Moacyr Scliar e mais recentemente Valter Hugo Mãe – estou devorando cada um de seus livros. São alguns dos tantos nomes maravilhosos que nos falta tempo para ler.

O que acha do mercado de literatura juvenil no Brasil?
Está cada vez maior, prova de que a internet não matou o livro impresso! Temos cada vez mais autores nacionais publicando obras, o que faz o nosso mercado muito original. Antes tínhamos apenas clássicos infantis, mas acredito que estamos criando uma base de juvenis muito boa e crescente – que vem desde a minha época, desde o Pedro Bandeira. Além disso, temos as literaturas estrangeiras, com um mercado enorme de publicações anuais, para todos os gostos. Também as editoras estão caprichando: visualmente os livros estão lindos e sabemos que o apelo visual é muito importante, especialmente na fase da adolescência, tão estética como é.

34ª Feira do Livro de Estância Velha

Nesta segunda-feira (17) inicia a 34ª edição da Feira do Livro de Estância Velha, com uma extensa e diversificada programação, para contemplar todos os gostos. Segue, para você, tudo o que ocorrerá nesta semana mágica das letras, as atividades ocorrerão no PAM, PAC e na Praça 1º de Maio.

Venha assistir a minha palestra que será no dia 21 de agosto às 9h da manhã e às 15h da tarde, espero por vocês! :)

Programação completa:

11896087_1020427361312009_3506347226901206430_n

Festival Path.

Confira a matéria que a escritora fez para a revista About Shoes, falando sobre as suas experiências no Festival Path, do qual participou em São Paulo.

IMG_2255

http://migre.me/qHZSu

Doação de cultura!

A escritora Annie Müller realizou a doação de seus exemplares para o Projeto Vida – Semeando Esperança.
O projeto foi uma idealização da equipe do Programa Café Comunitário, realizado pelos alunos de jornalismo da Universidade Feevale e busca complementar a biblioteca da ONG Projeto Vida, que promove atividades sociopedagógicas ajudando no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Annie Müller - Arrecadação de Livros Feevale
Informações:

Caroline Delevati Colpo – Professora de Ensino Superior – Curso de Relações Públicas
51 3586.8800 – ramal 8775

19ª Feira do Livro de Gramado

A escritora Annie Müller, curtiu sua presença na 19ª Feira do Livro de Gramado.

Mais de 150 jovens leitores, muitas histórias compartilhadas. E a você que esteve presente, muito obrigada! :)

Confira as fotos:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.790152744436303.1073741841.274812789303637&type=3

IMG_2572-001 IMG_2622 IMG_2674 IMG_2675